domingo, 12 de dezembro de 2010

Postagem 008


Olá amigos do samba!


Nosso homenageado de hoje é a personificação da alegria, da espontaneidade e da magia do carnaval: Milton Cunha!  Sempre dinâmico, seu trabalho se caracteriza por uma ebulição de idéias.  Autor de  enredos magníficos, exaltou grandes personalidades como o incrível francês fotógrafo/botânico/babalaô Pierre Verger (Fatumbi – o filho do destino) na União da Ilha, o jornalista e escritor Barbosa Lima Sobrinho (também na Ilha); a cantora lírica Bidu Sayão e a artista e botânica Margareth Mee na Beija Flor.                       
Seu trato com as temáticas é primoroso. Seu ofício é sobre tudo sempre uma grande composição baseada em profundos estudos. Milton é um pesquisador; trouxe à luz do conhecimento do grande público uma magnífica tese acadêmica: os “Agudás” na Tijuca: negros que retornaram a África, levando de volta a terra natal os saberes desenvolvidos em terras brasileiras durante o período cruel da escravidão, enredo que deu ao carnavalesco grande destaque.                            
Exaltando os laços culturais que unem as nações que falam a língua portuguesa, Milton ganhou estandarte de ouro pelo belíssimo enredo, de forte cunho cultural e educativo, executado também na Tijuca.
Mas a alegria deste gênio do carnaval deixa todo seu brilho aparecer quando o tema é a galhofa, a sátira e o bom humor: “Boi voador sobre o Recife: o cordel da galhofa nacional"  na São Clemente restaurou o tom de comédia e crítica aguda da escola de Botafogo. 
Além das escolas já citadas Milton também esteve no Porto da Pedra, Viradouro, Cubango e Leandro de Itaquera, completando no carnaval de 2011 dezessete anos de passarela, sempre inovando sua linguagem e trazendo ao palco da ilusão grandes abordagens e ilustres personalidades da nossa cultura. Viva a arte de Milton Cunha! 
Jorge Luiz Silveira.

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