sábado, 11 de dezembro de 2010

Postagem 005




Olá meus amigos sambistas! Hoje a coluna Direto do Barracão se enche de perfume para homenagear a grande dama do carnaval Rosa Magalhães. Mestra absoluta, senhora da festa de Momo. É dela o título de maior vencedora da Marquês de Sapucaí.
Seu trabalho é reconhecido sempre por sua identidade barroca, por seus carros extremamente elaborados, semelhantes a verdadeiros palcos magistrais de teatro; figurinos perfeitos, ricos em detalhes; enredos belíssimos, cheios de magia, liberdade poética e muita pesquisa.
Formada em Pintura, pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Cenografia, pela Escola de Teatro da Uni-Rio, foi também professora de Cenografia e Indumentária na Escola de Belas Artes da UFRJ e da Faculdade de Arquitetura Benett.
Artes plásticas + cenografia + indumentária= a uma das maiores criadoras do carnaval carioca.
Sua participação no carnaval começou com o grupo que ajudou Fernando PamplonaArlindo Rodrigues no carnaval de 1971 do Salgueiro, juntamente com Maria AugustaLícia Lacerda e Joãozinho Trinta.
Depois desenhou figurinos para a Beija-flor e trabalhou na Portela onde, em dupla com Lícia Lacerda, criou figurinos e alegorias para enredos desenvolvidos por Hiram Araújo.
Em 1982, Rosa e Lícia assumem pela primeira vez um carnaval, no Império Serrano, onde realizaram o famoso enredo campeão daquele ano "Bumbum Praticumbum Prugurundum".
Em 1984, a dupla é responsável pelo carnaval da Imperatriz Leopoldinense. Apesar da grande dificuldade financeira por que passava, a escola consegue se classificar em quatro lugar, empatada com o poderoso Salgueiro que festejava a volta de Arlindo Rodrigues. Por seu trabalho naquele ano, as duas receberiam o Estandarte de Ouro de personalidade.
Em 1987, ainda juntas, Rosa e Lícia assumem a Estácio de Sá que obtém grande sucesso com seu enredo "Tititi do sapoti".
O ano de 1988 marca o primeiro carnaval exclusivo de Rosa Magalhães, ainda na Estácio, com o enredo "O boi da bode". No ano seguinte, continuando na escola, a carnavalesca apresenta outro enredo de sucesso: "Um, dois, feijão com arroz".
De volta ao Salgueiro, dessa vez como carnavalesca, conquista o terceiro lugar (1990) e o vice-campeonato (1991).
De 1992 a 2009 assumiu o carnaval da Imperatriz Leopoldinense onde ajudaria a escola a conquistar cinco de seus oito campeonatos, incluindo o primeiro tri-campeonato da Era Sambódromo (19992000 e 2001). Na Imperatriz Rosa realizaria carnavais inesquecíveis como:

"Marquês que é marquês do saçarico é freguês" (vice-campeã, 1993)
"Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e Tabajeres" (campeã, 1994)
"Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará" (campeã, 1995),
"Leopoldina, Imperatriz do Brasil" (vice-campeã, 1996)
"Quem descobriu o Brasil, foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval" (campeã, 2000)
"João e Marias" (6º lugar, 2008)

Entre tantos outros, consagrando-se como a maior campeã do Sambódromo, com cinco títulos conquistados, e uma das mais importantes artistas brasileiras contemporâneas.
Em 2010, Rosa assumiu o carnaval da União da Ilha, mantendo a escola no Grupo Especial, na 11º colocação. No ano de 2011, assume o carnaval da Vila Isabel para enrolar a terra de Noel nos fios de cabelo da princesa Isabel.
Em 2007 Rosa Magalhães cria o elogiado espetáculo de abertura dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro pelo qual receberia, no ano seguinte, em Nova Iorque, o mais importante prêmio da televisão mundial, o Emmy de melhor figurino.
Rosa do carnaval, do teatro, do espetáculo, da delicadeza de seus bordados e doramentos; Rosa de nossos corações! Salve a grande dama das artes!

Jorge Luiz Silveira.

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