Olá meus amigos do mundo do samba!
Hoje nossa homenagem é para o mais famoso de todos os carnavalescos: João Trinta. É uma grande responsabilidade falar desse personagem. Quando me propus a isso pensei muito antes, e conclui que existe muito material já escrito sobre ele, e apenas repetir seus feitos seria como transcrever um artigo da Wikipédia. Todos sabem de sua origem maranhense, de seu início salgueirense, de seus inúmeros títulos. Então decidi fazer diferente: vou falar da “emoção João”.
Hoje nossa homenagem é para o mais famoso de todos os carnavalescos: João Trinta. É uma grande responsabilidade falar desse personagem. Quando me propus a isso pensei muito antes, e conclui que existe muito material já escrito sobre ele, e apenas repetir seus feitos seria como transcrever um artigo da Wikipédia. Todos sabem de sua origem maranhense, de seu início salgueirense, de seus inúmeros títulos. Então decidi fazer diferente: vou falar da “emoção João”.
Poucos encarnam com tanta maestria o espírito lírico deste mestre. Quem teria a ousadia de criar o mundo na tradição Nagô e depois recriar o mundo em meio às trevas e luz? Quem reproduziria o “nada” em alegorias; faria do lixo o luxo da avenida e ainda levaria nossa imaginação voar junto com o homem voador?
João é fênix; nasce e renasce para a vida e para a arte o tempo todo, superando de forma soberana as intempéries. Vencedor da passarela e da vida. O corpo é um limite muito pequeno para a genialidade da criação artística deste homem gigante em alma e criação.
A marca deixada por suas inovações impulsiona uma geração inteira de novos criadores que aprenderam a amar a sua arte da fantasia. Ninguém delira como João. Através de seu trabalho reconhecemos o brilho de nossa cultura miscigenada, híbrida de significados. Artista completo, em discurso e plasticidade, criatividade e ousadia. Não tem quem não se encante com essa figura única do carnaval.
A magia de João é eterna e sempre abençoará nossa festa maior. Uma imagem que nunca me sai da memória todas as vezes que me lembro dele é a sua presença constante à frente de seus desfiles. Seus braços elevados, chamando o público a entoarem seu hino, saudar seus deuses, louvar sua cultura. Sua presença diante da escola é como uma assinatura pessoal. O mais lírico de todos os mestres de cerimônia.
Como prometi, não repeti números e títulos estatísticos. Deixemos isso para os registros matemáticos. Ao lembrar-se de Joãozinho Trinta, lembremos sempre da EMOÇÃO!
Jorge Luiz Silveira


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