Salve mundo do samba!
Hoje esta coluna tem a honra de exaltar o “mago das cores”, Imortal da Academia Brasileira de Belas Artes, grande mestre, Max Lopes. Seu nome é sem dúvida marca de beleza, bom gosto, criatividade, luxo e riqueza. Desde o início de sua carreira na década de 70 no Salgueiro, sempre primou por um refinamento estético muito genuíno de sua identidade.
Um dos maiores representantes do estilo barroco do carnaval brasileiro, Max é reconhecido pela qualidade de seu acabamento primoroso e o cuidado com as cores. Ninguém trata de cores com tanta maestria quanto este monstro sagrado do espetáculo carnavalesco. Sempre cordial, Max é um profissional respeitado e adorado por todo o mundo do samba. A cada enredo novo se reinventa e mostra uma nova possibilidade para sua linguagem. Defensor de valores tradicionais do carnaval, seu legado representa um marco na história da nossa festa mais popular.
No seu currículo temos grandes escolas como Imperatriz, Viradouro, Estácio, Grande Rio, Vila Isabel, União da Ilha, Arranco e Porto da Pedra, além do próprio Salgueiro, onde começou na equipe do maior de todos os gênios do carnaval Fernando Pamplona, que ainda será tema de um artigo especial nesta coluna.
Quem não se lembra da beleza de Braguinha cantado em verso e prosa pela Mangueira, imortalizado pelo super-campeonato de 1984, ano de inauguração do Sambódromo? Histórico! Seu primeiro título, cheio de encantamento! E como esquecer da nobreza de “Liberdade Liberdade! Abra as asas sobre nós”! Uma Imagem deste desfile não me sai da cabeça: um dos mais belos cortejos de abre-alas da história do carnaval. Tripés elegantes abriam os caminhos da verde e branca de Ramos ao campeonato.
“Bravo, bravíssimo” Max! Do seu gênio criativo veio a mais bela homenagem a Dercy Gonçalves. Uma das mais emotivas homenagens que a Sapucaí testemunhou. A Viradouro, assim como todas as agremiações por onde você passou colecionam lindas lembranças de sua magia. Um grande artista, que superou o fogo na mesma escola niteroiense em 92.
Trouxe a alegria de volta a Mangueira com a essência do nordeste e a plasticidade tradicional impressa em seu traço.
Onde quer que esteja, Max é marca de qualidade. Temos todos que reverenciar a magistral carreira de um dos mais importantes nomes da era moderna do carnaval carioca.
Jorge Luiz Silveira.


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